Saúde

Câncer de mama tem cura, mas mulheres precisam ficar atentas, destaca mastologista

O mês de outubro ganha a cor rosa para conscientizar, principalmente as mulheres, sobre o diagnóstico e prevenção ao câncer de mama. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), este é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, correspondendo a 25% dos casos novos a cada ano. No Brasil, esse percentual é de 29%.

Somente no ano passado, foram registrados 59.700 novos casos da doença no país, a mesma estimativa para 2019, de acordo com o INCA. A principal forma de prevenção é por meio do exame de mamografia. Porém, outras práticas saudáveis, como atividade física regularmente, alimentação saudável e o baixo consumo de bebidas alcóolicas, podem ajudar ao não surgimento da doença.

O médico Waldeir Almeida Júnior, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, regional Minas Gerais, explica que é preciso ficar atento não apenas neste mês emblemático, mas durante o ano inteiro. “Outubro Rosa é um mês de lembrança, mas todo mês é mês da mulher, é mês que ela deve pensar no corpo dela e deve procurar fazer a mamografia, quanto tiver mais de um ano que ela fez, se tiver mais de 40 anos”, afirma o médico.

Existe tratamento para câncer de mama disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “O câncer de mama, se for diagnosticado inicialmente, tem cura. E mesmo a mulher que tiver diagnosticado o câncer em estado mais avançado, hoje nós temos vários tratamentos adequados que essa mulher vai tratar e não vai ficar doente”, explica o médico Waldeir Almeida Júnior.

Sinais e sintomas

– Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher.
– Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja.
– Alterações no bico do peito (mamilo).
– Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço.
– Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

Diagnóstico 

Um nódulo ou outro sintoma suspeito nas mamas deve ser investigado para confirmar se é ou não câncer de mama. Para a investigação, além do exame clínico das mamas, exames de imagem podem ser recomendados, como mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética.

A confirmação diagnóstica só é feita, porém, por meio da biópsia, técnica que consiste na retirada de um fragmento do nódulo ou da lesão suspeita por meio de punções (extração por agulha) ou de uma pequena cirurgia. O material retirado é analisado pelo patologista para a definição do diagnóstico.

Tratamento

Muitos avanços vêm ocorrendo no tratamento do câncer de mama nas últimas décadas. Há hoje mais conhecimento sobre as variadas formas de apresentação da doença e diversas terapêuticas estão disponíveis.

O tratamento do câncer de mama depende da fase em que a doença se encontra (estadiamento) e do tipo do tumor. Pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica (terapia alvo).

Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. No caso de a doença já possuir metástases (quando o câncer se espalhou para outros órgãos), o tratamento busca prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida.

FONTE: ITATIAIA www.itatiaia.com.br

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