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Cruzeiro visitante explica briga contra a degola

Após 17 rodadas do Brasileirão, o Cruzeiro é o único que não venceu fora de casa.

Como confiar em um time que não consegue vencer fora de casa? Fiz tal questionamento nessa quarta-feira (4), antes do duelo entre Cruzeiro e Internacional, no Beira-Rio, pela semifinal da Copa do Brasil, e não deu outra: A assustadora fragilidade do Cruzeiro como visitante pesou novamente e culminou na derrota de 3 a 0 que sepultou o sonho do hepta da Copa do Brasil.

O resultado contra o Inter engrossa a lista de derrotas recentes do Cruzeiro como visitante. Na Copa do Brasil, foram duas e um empate. Porém, são os números do Brasileirão que mais reforçam a fragilidade do time celeste longe de sua torcida. Após 17 rodadas, o Cruzeiro é o único que não venceu fora de casa.

São apenas quatro pontos ganhos em 27 possíveis, aproveitamento de 15%, o pior do Campeonato Brasileiro (ao lado de Avaí, Ceará, Internacional e Fluminense). Não por acaso, com exceção do Inter, os times com desempenho ruim no quesito visitante brigam contra o rebaixamento.

Os números mostram que praticamente nada funciona no Cruzeiro quando a partida é longe de BH. O ataque marcou apenas oito gols, enquanto a defesa sofreu 18, saldo negativo de 10 gols, o pior (ao lado do Avaí) entre os 20 clubes que disputam a Série A.

Com uma partida restante fora de casa no turno da atual edição (contra o Palmeiras), o Cruzeiro pode igualar o recorde negativo de 2011, quando passou o segundo turno inteiro sem vencer como visitante. Coincidência ou não, o time celeste brigou contra o rebaixamento naquele ano até a última rodada.

O aproveitamento do Cruzeiro longe de seus domínios na edição de 2018 também pode ser considerado pífio: três vitórias, sete empates e nove derrotas. O único triunfo no returno foi conquistado sobre o América, em BH. Considerando as partidas do Brasileirão longe da capital, a última vitória ocorreu há mais de um ano: 1 a 0 sobre o Ceará, no Castelão.

O aproveitamento fora de casa é determinante para campeões e rebaixados no Campeonato Brasileiro de pontos corridos. As campanhas do próprio Cruzeiro nos anos de 2013 e 2014 confirmam o que estou dizendo. Bicampeã com sobra, a Raposa teve o melhor desempenho em campo inimigo nas duas edições. Em 2013, foram nove vitórias, quatro empates e seis derrotas em 19 partidas. No ano seguinte, venceu nove, empatou seis e perdeu quatro vezes.

Os números evidenciam que a tarefa do técnico Rogério Ceni na luta contra o rebaixamento passa pela retomada da força como visitante. Se falhar, o torcedor celeste pode preparar para sofrer até fim do Brasileirão.

Fonte: Itatiaia www.itatiaia.com.br

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