Saúde

Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson

É lembrado nesta quinta-feira o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson. A data tem como objetivo discutir a conscientização da doença, principalmente, em relação ao tratamento. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse distúrbio, típico da terceira idade, é a segunda doença neurodegenerativa mais prevalente no mundo, afetando cerca de 6,3 milhões de pessoas.

Mas o que pode causar o Parkinson? A doença é causada pela queda elevada e crônica da produção de dopamina, neurotransmissor que atua nas células nervosas. A substância é fundamental para que os movimentos voluntários do corpo sejam realizados de forma autônoma. Ainda não existem causas definidas que levam à doença de Parkinson, mas o envelhecimento e fatores genéticos são apontados como principais possibilidades de causas.

“Por ser uma doença degenerativa, acomete, principalmente, pessoas acima de 60 anos. Os homens são mais afetados que as mulheres, mas a doença pode sim acontecer em pessoas mais jovens, abaixo dos 40 anos, mas isso é muito raro”, explica a neurologista Rosa Maria Peixoto Guimarães.

Os sintomas de Parkinson são alterações motoras, como tremor de repouso e lentidão, maior esforço para mover braços e pernas e dificuldade em andar. Outros sintomas não motores são distúrbios do sono, dor nas articulações ou costas, constipação, perda do olfato, depressão, ansiedade e problemas urinários, entre outros.

Geralmente os sintomas não motores aparecem anos antes dos primeiros sintomas motores. “O diagnóstico da doença é clínico, a gente avalia quatro sinais. Tremor, a lentidão dos movimentos, rigidez nos músculos e alteração do reflexo postural”, detalha a neurologista.

A especialista ressalta que o tratamento é basicamente clínico. São realizadas tentativas de reposição da dopamina por meio do uso de medicamentos. Fisioterapia, terapia ocupacional e qualquer tipo de atividade física também podem ajudar no tratamento. Alimentação baseada em dieta saudável e boas horas de sono são essenciais para o sucesso do tratamento.

Fonte: Itatiaia www.itatiaia.com.br

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