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Quadrilha que extrai quartzito ilegalmente na Serra da Canastra é alvo da Polícia Federal

Suspeitos de extrair ilegalmente pedras de quartzito na região do Parque Nacional da Serra da Canastra, no Centro-Oeste de Minas e na cidade de Batatais-SP, foram presos em operação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (20). Somente no começo desta manhã 30 pessoas já tinha sido presas.

Conforme a PF, a operação batizada de “SOS Canastra” tem como objetivo desarticular uma quadrilha que retira ilegalmente pedras de quartzito do local há vários anos. Os policiais também apreenderam quatro caminhões.

Estão sendo cumpridos 160 mandados judiciais expedidos pela Justiça Federal de Passos/MG, sendo 77 mandados de busca e apreensão, 73 mandados de prisão (20 preventivas e 53 temporárias), além de 10 apreensões de caminhões. Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades mineiras de Alpinópolis, Passos, Itaú de Minas, Carmo do Rio Claro, São João Batista do Glória, Piumhi e Belo Horizonte e na cidade paulista de Batatais.

Também foram determinadas pelo juiz a demolição de alojamentos clandestinos utilizados pelos extratores e a apreensão de todo o maquinário empregado na exploração ilegal.

As investigações tiveram início há oito meses e apuraram que várias pessoas se associaram e passaram a retirar ilegalmente pedras de quartzito do Parna, após extraídas, eram transportadas para vários depósitos na região das cidades mineiras de Capitólio e Alpinópolis; sendo posteriormente comercializadas para diversos estados.

Para facilitar as investigações, a PF dividiu a quadrilha em grupos: extratores; negociadores; vigia; donos de depósitos e motoristas. Entre os extratores, alguns exerciam a função de donos de bancos, que correspondem a uma pequena área onde o quartzito é retirado. Os donos de depósito encomendavam e adquiriam as pedras dos extratores, diretamente ou por meio dos negociadores, executando o beneficiamento do material para posterior comercialização. Os motoristas eram responsáveis pelo transporte clandestino das pedras extraídas para os depósitos onde seriam beneficiadas. O vigia, além de trabalhar como negociador, recebia um percentual para permanecer durante todo o dia em local estratégico no Parna, avisando aos extratores e motoristas sobre qualquer ação dos órgãos governamentais; além de monitorar qualquer veículo que adentrava no Parque.

Segunda a PF, a exploração clandestina tem causado diversos danos ambientais ao Parque. A extração do material era realizada por explosivos, com posterior retirada manual por meio de ferramentas. Desse material, cerca de 85% eram rejeitos. Alguns dos envolvidos chegavam a atear fogo no Parque, para facilitar a extração ilegal.

Os presos serão encaminhados para o presídio de Passos, na região Sul de MG, ficando à disposição da Justiça Federal. Todos os envolvidos serão indiciados pelos crimes de organização criminosa, extração ilegal de minerais e danos ambientais decorrentes.

Fonte: Itatiaia www.itatiaia.com.br

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