Brasil

Mais caro: preço do feijão dispara por causa de queda na safra e falta de chuvas

A tendência de alta deve se manter até o final do primeiro semestre deste ano, quando especialistas aguardam uma baixa

O brasileiro está pagando mais caro pelo tradicional arroz e feijão, prato típico da maioria das famílias. E quem está pesando nessa combinação é o feijão, que vem em uma disparada de preço.

Apenas em 2018, o feijão tipo carioquinha, o preferido da maioria dos brasileiros, subiu mais de 40%. A tendência de alta deve se manter até o final do primeiro semestre deste ano, quando especialistas aguardam uma baixa.

De acordo com Caio Coimbra, analista de agronegócios da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), a alta nos preços ocorreu por causa da redução da área plantada na primeira safra deste ano. Isso porque em 2018 o preço de venda do feijão não estava atrativo ao produtor rural, o que desestimou o cultivo.

Outro fator que encareceu o feijão é a condição climática, já que o tempo esteve seco e pouco choveu em janeiro, o que afeta a produtividade.

Normalmente, por ano, são três safras. Se a primeira foi ruim para o feijão, com a alta dos preços, os produtores rurais devem retomar o cultivo, o que abaixará o valor do produto.

“Com essa alta do preço agora, a expectativa é de que o produtor plante mais na segunda e terceira safra. Quando chegar ao final das três safras, o preço total do feijão vai ter uma queda. O preço tende-se a regularizar em maio ou junho”, explica Caio Coimbra.

Soluções mais baratas

Para não ter de aguardar a próxima safra para diminuir os gastos, os consumidores podem buscar outros tipos mais baratos de feijão, como é o preto e o caupi, que chegam a custar até a metade do preço do carioquinha.

Fonte: Itatiaia www.itatiaia.com.br

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