Saúde

Santa Casa de BH realiza seu primeiro transplante de coração em 120 anos

Enquanto o hospital comemora 12 décadas de existência, José Valter Ferreira festeja seu "renascimento"

A Santa Casa de Belo Horizonte realizou o primeiro transplante de coração em quase 120 anos de história. O procedimento ocorreu neste mês, mas não teve o dia exato divulgado pela administração por motivos éticos. O primeiro hospital filantrópico da capital mineira completa seu 120º aniversário em 21 de maio.
Enquanto o hospital comemora 12 décadas de existência, José Valter Ferreira festeja seu renascimento.  O homem de 64 anos foi diagnosticado com doença de chagas em 2015 e, desde então, não tinha mais qualidade de vida. “A família acaba adoecendo junto, porque a gente não tem condições de fazer mais nada sozinho. Não estava conseguindo nem conversar, como estou fazendo agora”, explica.
Morador de Belo Horizonte desde 1973, José Valter é natural de Catuji, no Norte de Minas Gerais. No entanto, nos últimos anos, devido ao tratamento, ele teve que dividir seu tempo entre a capital e uma terceira cidade: Felixlândia, na Região Central do estado, onde possui um sítio.
Em dezembro do ano passado, José e sua família passaram por mais dificuldades. Os medicamentos que controlavam a doença deixaram de responder adequadamente e, no dia 25, ele teve que ser internado na Santa Casa de BH. No final do mês, o paciente apresentou piora do quadro clínico e foi transferido para o Centro de Terapia Intensiva (CTI), no dia 30.
Apesar de ter passado a virada do ano em uma cama de hospital, foi em 2019 que José encontrou esperança em viver. O tão aguardado coração veio em janeiro e o transplante foi realizado pelas equipes dos cirurgiões cardiovasculares Dra. Carla de Oliveira e Dr. Marcelo Frederique de Castro, e do cardiologista Dr. Sílvio Amadeu Andrade.
Com a saúde restabelecida, José Valter comemora a nova fase de sua vida. “Sou muito grato a Deus, à equipe médica e à Santa Casa. Também agradeço à família que autorizou a doação dos órgãos. Estava sem esperanças e esse gesto me devolveu a vida”, enfatiza.
Fonte: Estado de Minas www.em.com.br

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