Saúde

“As mães não sabem que têm, amamentam os filhos e isso vai passando de geração para geração”.

Um retrovírus da mesma família do HIV, mas menos conhecido – apesar de mais antigo. Este é o HTLV1, que pode causar paralisia, leucemia e até morte. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 20 milhões de pessoas estão infectadas com o vírus em todo o mundo. Apenas no Brasil, são mais de 3 milhões de casos. A reportagem da Itatiaia, que produz uma série de matérias especiais sobre o HIV, conversou com o médico neurologista do hospital Emílio Ribas, Augusto Penalva, de São Paulo.

 

O neurologista explica que, por se tratar de um vírus antigo, muitos organismos já criaram uma adaptação e podem não manifestar sintomas. “75 a 90% podem não ter sintoma algum. E essas pessoas, então, podem ir passando de geração para geração. É muito comum você pegar um paciente diagnosticado com paraplegia e descobrir o vírus na mãe, nos irmãos, nos tios, nos avós e em um grande número de pessoas”.

Augusto alerta que uma das principais causas que levam à transmissão é a falta de campanhas de prevenção, como, por exemplo, exames de testagem. Desde 1993, o teste foi incluído nas avaliações de sangue. No entanto, ela não faz parte do pré-natal. “As mães não sabem que têm, amamentam os filhos e isso vai passando de geração para geração”.

Para o infectologista, a pouca informação existente sobre o vírus se deve ao aparecimento do HIV, que teve “o grande boom da epidemia e contaminou de uma maneira universal, com uma grande taxa de mortalidade. Então, o interesse pelo HTLV1 foi, de certa forma, atropelado pela Aids”.

 

Fonte: Itatiaia www.itatiaia.com.br

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