Saúde

Uso indiscriminado de antibióticos pode fortalecer superbactéria e até levar à morte

A Semana Mundial de Uso Consciente de Antibióticos começa nesta terça-feira e tem o objetivo de chamar atenção para o problema da resistência aos antibióticos, que é quando as bactérias se tornam resistentes. Outro ponto de alerta é aumentar a conscientização da população sobre a importância do uso responsável deste tipo de medicamento.

Os antibióticos são medicamentos utilizados para eliminar as bactérias e tratar doenças provocadas por elas. O que acontece é que as bactérias têm mecanismos para se defenderem quando são expostas repetidas vezes e por longos períodos aos antibióticos. Elas podem se tornar superbactérias e causar danos irreparáveis à saúde, e até levar até à morte, por causa da dificuldade de tratamento quando se tornam muito resistentes.

O médico infectologista Adelino de Melo Freire Júnior explica que quando se usa o antibiótico de forma indicada, ou não, acabamos selecionando bactérias que são resistentes àquele medicamento “A gente mata as bactérias mais sensíveis, mas é possível permanecer bactérias mais fortes no corpo. Mais tarde, essas bactérias podem causar outras doenças e passa a ser necessário outro antibiótico para combatê-la”, detalha.

A maioria dos casos de gripe é causada por vírus, diz o especialista, e o uso do antibiótico nem sempre é necessário. “Os anti-inflamatórios podem resolver o problema sem a necessidade de um medicamento mais forte”, diz. Outra dica para evitar a resistência de bactérias é finalizar o tratamento prescrito pelo médico. Muitas vezes a pessoa começa a usar o antibiótico e por apresentar uma leve melhora acaba abandonando o tratamento. “O que não é recomendado. O tratamento deve ser finalizado”, alerta o médico.

Para evitar a automedicação com antibiótico e, suas consequências, como por exemplo, doenças causadas pelas superbactérias, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu em 2010 a venda do medicamento sem apresentação de receita médica.

Mas a proibição nem sempre funciona na prática. A aposentada Nilcéia, de 57 anos, diz que quando precisa compra o medicamento sem receita. “Não costumo usar muito antibiótico, mas quando preciso compro sem receita, por conta própria. Não costumo repetir, sempre troco, mas sem orientação médica”, diz.

Já a estudante Sara Gonçalves, de 18 anos, que tem o costume de tomar antibiótico, afirma fazer a aquisição do medicamento apenas com recomendação médica. “Eu sempre compro, mas vou ao médico para comprar com a receita médica”, destaca.

 

Fonte: Itatiaia www.itatiaia.com.br

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