Saúde

Adaptação ao horário de verão pode levar até 14 dias, mas cuidados amenizam efeitos no corpo

Há aqueles que gostam e também os que reclamem do horário de verão, em vigor desde ontem em alguns estados brasileiros, inclusive Minas Gerais. Para os que se queixam da mudança, os impactos no corpo são as principais justificativas.
Cansaço, fadiga, exaustão, dor de cabeça e irritabilidade são efeitos comuns nesse período, mas que podem ser amenizados com alguns cuidados simples.

Nesta primeira semana, principalmente, especialistas sugerem a adaptação da dieta com comidas mais leves e bastante água, além de evitar atividades intensas à noite. “Parece que uma hora é pouco, mas são alterações importantes de metabolismo e níveis hormonais. O ideal é fazer um esforço para manter a rotina, mesmo sem sono ou fome”, afirma o clínico geral Valério Trindade, da Unimed-BH.

Bem comuns no dia a dia, deve-se evitar assistir televisão e usar aparelhos como celulares e tablets na cama. Para não atrapalhar o repouso à noite, o médico recomenda, mesmo com sonolência, não tirar cochilos à tarde quando esses forem possíveis.

A adaptação do organismo ao horário de verão varia, mas pode levar de sete a 14 dias. “Por isso, é preciso ter paciência”, observa Valério Trindade.

Norte e Nordeste não adotam o horário de verão, porque a hora adiantada é mais eficaz nas regiões distantes da Linha do Equador, onde há diferença significativa na luminosidade

Dificuldades

Porém, há quem demore a se acostumar com o novo ritmo e critique a medida. É o caso da bióloga Alice Laranjeira, de 23 anos. “Tenho muitos problemas em acordar cedo e durmo tarde. Por muito tempo fico exausta e dormindo menos que o habitual. Quando me habituo, volta o horário normal”, comenta.

Já o universitário Bernardo Félix, 25, aprova a alteração, mas com ressalvas. “Só gosto nas férias, quando dá para aproveitar melhor o dia. No período de aulas e trabalho é ruim, porque quando acordo ainda está escuro”, diz.

Por outro lado, a estudante Mariana Andrade, 23, comemora a chegada do horário de verão que, segundo ela, poderia durar mais. “Fico com mais disposição quando tem mais luz e o dia rende mais. Outro ponto positivo é que quando saio do trabalho ainda está claro, o que me faz sentir segura para ir embora para casa a pé”.

De acordo com especialistas, crianças e idosos podem ser os mais afetados com a alteração nos relógios. Essas faixas etárias têm mais necessidade de rotina e de sono

Mudança

A redução do consumo de energia é o principal motivo para a implementação do horário de verão no país. Nos estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, nesse período, os dias da estação são mais longos e há altas temperaturas.

Com a mudança, espera-se aproveitar melhor a luz natural, diminuindo o uso de aparelhos como ar-condicionado, principalmente no período das 18h às 21h. O horário de verão vai vigorar até 15 de fevereiro do próximo ano, quando os relógios terão que ser atrasados em uma hora.

Horário de Verão 2018

Fonte: Hoje em Dia www.hojeemdia.com.br

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