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Críticas, elogios, apagões e poder de decisão: há quase 3 anos Cazares busca regularidade

Levir Culpi será o sétimo técnico do Atlético e tentar fazer com que o meia Cazares consiga uma regularidade. Após a derrota por 1 a 0 para o Fluminense nesse domingo (21), no Estádio Engenhão, o treinador afirmou ter ouvido de “todo mundo” que o equatoriano tem uma rara qualidade técnica. Elogios como este, em meio também a algumas críticas, foram feitos pelos outros comandantes alvinegros desde a chegada do camisa 10, em janeiro de 2016.

Agora é a vez de Levir se esforçar para solucionar a questão. O técnico ressaltou que Cazares é uma boa opção nas bolas paradas, deixa os colegas na cara do gol e, em síntese, “tem uma presença técnica refinada”. Ele ressalta, porém, que é preciso colocar isso em prática. “Nós precisamos traduzir isso para números. Nós, inclusive os técnicos, somos números. É isso que vai te manter empregado. É preciso saber um pouco mais sobre ele também, conhecê-lo. Tecnicamente, a gente vê que ele sabe jogar, realmente.”

O meia já disputou 144 jogos e marcou 26 gols pelo Atlético. O primeiro treinador a trabalhar com o atleta foi Diego Aguirre, que muitas vezes contrariou a vontade da torcida colocando o jogador na reserva. Especulava-se que o motivo seria algum problema extracampo. Mesmo assim, questionado sobre a decisão de não escalar o armador em maio de 2016, o técnico se esquivou. “Por favor, faça uma pergunta mais inteligente. Não tenho que explicar.”

‘Gênio’

Após uma vitória por 5 a 2 sobre o Botafogo em junho daquele ano, em uma das melhores atuações do camisa 10 pelo Galo, o centroavante Fred entornou adjetivos ao então colega de time. “Gênio. Jogador muito diferenciado. Ele é fora da curva, está fazendo a diferença para a gente. Estou tendo o privilégio de jogar no ataque com a cabeça pensante e os pés rápidos ao nosso lado”, declarou ao Sportv.

‘Precisa ser cobrado’

Na sequência, foi a vez de Marcelo Oliveira que, em novembro daquele mesmo ano, ressaltou a necessidade de o armador “ estar permanentemente sendo orientado e cobrado”. Mas também declarou, naquele mesmo mês, que Cazares “é técnico, rápido, e nós não podemos perder um jogador com essa qualidade neste momento.”

‘Maturidade’

A troca de técnicos reascendia no atleticano a esperança de ver o meia conseguir uma sequência de boas atuações. No início de 2017, a missão foi de Roger. Em março daquela temporada, o comandante alvinegro disse que “talvez falte maturidade ao seu [de Cazares] jogo”. O treinador cobrava uma atuação melhor de Cazares quando o time estavam sem a bola. “É justamente fomentar e cobrar nas atividades e nos jogos que tenha regularidade no jogo todo. Não só de posse, mas quando não tem ela também.”

‘Render mais’

Rogério Micale também destacou aspectos positivos e negativos do atleta. “O Cazares é um jogador que a gente gosta muito tecnicamente, a gente sabe seu potencial, mas a gente espera que ele renda um pouco mais”, disse em setembro de 2017.

‘Potencial inestimável’

Substituto de Micale, Oswaldo de Oliveira exaltou, em outubro do ano passado, a qualidade do equatoriano. “Esse menino tem um potencial inestimável”. Ele destacou que, nos treinos, via o meia fazer coisas que dificilmente outros conseguem. “Habilidade, inteligência futebolística, velocidade, drible na vertical, arremate”, elencou.

‘Assumir protagonismo’

Em agosto deste ano, Thiago Larghi, o comandante mais recente de Cazares antes da chegada de Levir, colocou uma responsabilidade no colo do camisa 10. “É a hora de o Cazares assumir o protagonismo, colocar para fora o futebol que ele tem. A gente sabe que a capacidade dele é grande”.

Nesses quase três anos pelo Atlético, o meia foi titular em 53% dos duelos (104 de 197). Entre idas e vindas, o armador ainda convive com queixas e lances de deixar o torcedor boquiaberto.

 

Fonte: Itatiaia www.itatiaia.com.br

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