Saúde

Especialista alerta: epidemia de dengue em 2019 pode ser a pior dos últimos três anos

Na segunda reportagem da série especial sobre os riscos da dengue com a chegada do período chuvoso, especialista explica porque 2019 pode ter a pior epidemia da doença dos últimos três anos.

O último Levantamento Rápido de Índice de Aedes aegypti (Lyra) mostra que 21% dos municípios mineiros estão em alerta, com mais de 1% das casas com a presença do mosquito. Se a epidemia da dengue tiver o comportamento natural que vem ocorrendo desde 2010, o número de casos do ano que vem pode ser maior do que em 2017 e 2018. Por esse motivo e pelo aumento de circulação de um dos vírus, a Secretaria Estadual de Saúde em Minas Gerais está em alerta.

 

Márcia Ôteman, coordenadora do programa estadual de controle das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, destaca que neste ano foram notificados 24.329 prováveis novos casos de dengue, 11.582 novos casos de Chikungunya e 173 casos de Zika. “Tivemos epidemia em 2010, 2013, 2016 e se for cíclico podemos ter em 2019”, diz.

Minas Gerais usa atualmente uma armadilha para saber exatamente em quais pontos estão os insetos infectados. A chamada ovitrampa, é uma novidade usada em 135 dos 853 municípios, o que possibilita ações estratégicas eficazes nessas cidades. A Secretaria de Saúde também acredita que as campanhas funcionam e as crianças podem ser mobilizadoras importantes.

Até novembro os municípios mineiros vão elaborar e revisar os planos de prevenção e combate.

Em 2018 foram confirmados oito mortes por dengue. Os registros são nas cidades de Araújos, Arcos, Conceição do Pará, Contagem, Ituiutaba, Lagoa da Prata, Moema e Uberaba; outras 10 mortes estão em investigação. Uma morte por chikungunya foi registrada em Coronel Fabriciano, em 2018; duas mortes estão sob investigação. Nenhuma morte por Zika foi registrado.

 

Fonte: Itatiaia www.itatiaia.com.br

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