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Em nova arbitragem polêmica, Cruzeiro empata com Boca e está eliminado da Libertadores

O sonho do tri da Libertadores foi adiado no Cruzeiro. Em duelo marcado pela arbitragem polêmica, o time celeste empatou por 1 a 1 com o Boca Juniors, nesta quinta-feira, diante de mais de 56 mil pessoas no Mineirão, e está eliminado nas quartas de final da competição. Ao fim do jogo, a torcida reconheceu o empenho da equipe e aplaudiu os jogadores.

Sassá marcou o gol do Cruzeiro aos 12 minutos do segundo tempo, poucos segundos depois de entrar na partida. Mas Pavón empatou o jogo aos 48 da etapa final aproveitando de uma falha de Léo.

Como perdeu por 2 a 0 no jogo de ida, em Buenos Aires, o Cruzeiro precisava vencer por três gols de diferença para avançar no tempo normal ou repetir o placar para forçar a decisão da vaga às semifinais nos pênaltis. Classificado, o Boca Juniors enfrentará o Palmeiras na próxima fase.

Assim como aconteceu no primeiro jogo, na Argentina, quando o árbitro paraguaio Eber Aquino expulsou o zagueiro Dedé por um choque com o goleiro Andrada – lance casual de jogo – a arbitragem do uruguaio Andrés Cunha também se destacou de forma negativa no confronto no Mineirão. O árbitro parou o jogo várias vezes marcando faltas para o Boca em qualquer trombada e aceitou a cera dos argentinos.

O árbitro uruguaio também anulou um gol de Barcos no fim da etapa inicial, após validar o lance e voltar atrás segundos depois alegando pé alto de Dedé no goleiro Rossi.

Na etapa final, Arrascaeta recebeu de Barcos, invadiu a área e foi derrubado. O árbitro não teve dúvida e marcou pênalti. No entanto, o lance foi invalidado porque o auxiliar flagrou Barcos em impedimento no início da jogada.

A torcida, que já estava revoltada com a anulação do gol no fim do primeiro tempo, começou a gritar ‘vergonha’ no Mineirão. Mas o replay da TV mostrou que o argentino realmente estava em posição irregular.

Aos 35 minutos da etapa final, Dedé cometeu falta em Pavón no meio-campo pouco depois de um lance de bola ao chão. O zagueiro celeste, que já tinha cartão amarelo, levou a segunda advertência e foi expulso.

Agora, o Cruzeiro volta as atenções para o primeiro duelo da final da Copa do Brasil, na próxima quarta-feira, no Mineirão. Vale ressaltar que neste fim de semana o time celeste não jogará pelo Campeonato Brasileiro por falta de data. Assim, o jogo contra o Ceará foi adiado.

O jogo

Uma finalização com menos de 15 segundos. O chute de Arrascaeta defendido por Rossi parecia indicar que o Cruzeiro iria impor pressão sufocante sobre o Boca Juniors, mas não foi isso que aconteceu. O time argentino se defendia bem, aproveitava os erros de passe do time mineiro e fazia o tempo passar com a demora de Rossi para repor as saídas de bola. E foi do Boca a primeira chance de gol, aos dez minutos, em finalização de longe de Pablo Pérez.

O Cruzeiro insistia em jogadas pela esquerda, com Egídio e Arrascaeta, mas falhava nos passes e parecia nervoso, o que acabava se transformando em erros. Assim, o time só era perigoso em jogadas aéreas e como em uma finalização de longe Lucas Silva aos 40 minutos, defendida por Rossi. E nos acréscimos, o time celeste teve um gol de Barcos anulado por falta de Dedé no goleiro adversário.

Para irritar ainda mais o Cruzeiro, mas em decisão acertada da arbitragem, o uruguaio Andrés Cunha anulou a marcação de um pênalti em Arrascaeta por impedimento de Barcos no começo da etapa final. Mas a revolta se transformou em festa quase na sequência. Afinal, aos 12 minutos, após Arrascaeta cobrar escanteio, Léo desviou, a bola bateu em Barcos e sobrou para Sassá, em seu primeiro toque na bola após sair do banco de reservas, abrir o placar no Mineirão.

O gol elevou os ânimos do Cruzeiro, mas o time, apesar do seu espírito de luta, não conseguia criar chances de gol. E ficou em situação ainda mais complicada aos 35 minutos, quando Dedé foi expulso. O Boca esteve próximo de empatar o jogo aos 38, após Gago cobrar falta, e Ábila, debaixo do gol, perder chance, com a bola tocando a trave de Fábio.

O Cruzeiro, mesmo com um a menos, não deixou de lutar. Mas perdeu uma chance incrível aos 42 minutos. No lance, Edilson cruzou para Thiago Neves, Rossi cortou mal e a bola sobra para Raniel, que tentou dominar e não conseguiu finalizar.

Mas quem marcou foi o Boca. Aos 48, Gago cobrou falta, Ábila desvia de peito, Léo falhou ao tentar cortar e Pavón finalizou forte, empatando o jogo e eliminando o Cruzeiro, que encerrou o sonho de conquistar o seu terceiro título da Libertadores.

Cruzeiro 1 x 1 Boca Juniors

Cruzeiro: Fábio; Edilson, Dedé, Léo e Egídio; Henrique e Lucas Silva (Sassá); Robinho, Thiago Neves e Arrascaeta (Rafinha); Barcos (Raniel). Técnico: Mano Menezes

Boca Juniors: Rossi; Buffarini, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Barrios, Nández e Pérez (Gago); Villa (Cardona), Zárate (Ábila) e Pavón. Técnico: Guillermo Barros Schelotto

Motivo: jogo de volta das quartas de final da Copa Libertadores
Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data e horário: 4 de outubro de 2018 (quinta-feira), às 21h45

Gols: Sassá (12’/2º), Pavón (48’/2º)

Cartão Amarelo: Pérez, Pavón, Nández (Boca Juniors); Egídio, Dedé, Rafael (Cruzeiro)
Cartão Vermelho: Dedé (Cruzeiro)

Árbitro: Andrés Cunha (URU)
Assistentes: Nicolás Tarán e Mauricio Espinoza (URU)
Árbitro de vídeo: Leodán González (URU)

Público Presente: 56.791
Público Pagante: 48.925
Renda: R$ 2.652.600,00

 

Fonte: Itatiaia www.itatiaia.com.br

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