Saúde

Diagnóstico tardio e maus hábitos ainda são desafios nos tratamentos de cânceres

Quase dez milhões de pessoas devem morrer no mundo com câncer, em 2018, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgados na última semana. A OMS tenta conscientizar a população mundial da importância de adquirir hábitos de vida mais saudáveis e de fazer exames com mais frequência para evitar a doença ou iniciar o tratamento no início para aumentar as chances de cura.

De acordo com o médico oncologista Israel Vilaça, os cânceres mais comuns são o de mama na mulher e o de próstata nos homens e também os de pulmão e de colo retal. O oncologista chama a atenção para os principais fatores de risco que podem causar o aparecimento de algum tipo da doença. “O tabagismo tem seu destaque e pode ser relacionado com vários tipos de câncer. No Brasil, as políticas públicas pra redução do tabagismo ainda não tiveram efeito significativo na redução da incidência do câncer, mas sabemos que essa redução deve acontecer a longo prazo, reduzindo a incidência no futuro”, detalha.

“Hábitos atuais dos brasileiros contribuem muito para o aparecimento de vários tipos de cânceres. Fatores hormonais por causa do envelhecimento, fatores ligados à alimentação, como por exemplo, o aumento do consumo de carnes vermelhas, ingestão de alimentos com agrotóxico, consumo de alimentos industrializados e a baixa adesão de hortaliças, verduras e legumes na alimentação”, explica o médico.

Importância do diagnóstico precoce

A professora Ana Carla Araújo venceu uma batalha contra o câncer, mas agora luta para tentar a cura de um novo tipo da doença. “Descobri um câncer de intestino com metástase no pulmão há pouco mais dois anos. Já fiz quase nove meses de quimioterapia e fiz cirurgia. Mas agora os nódulos do pulmão voltaram a crescer, por isso, estou voltando ao tratamento. É uma doença sem sintomas, por causa disso não descobri a doença precocemente, descobri a doença em um estágio muito avançado. Mas tenho muita fé para esse novo tratamento e creio que vou ser curada por Deus e pelos médicos e remédios”, conta a professora.

 

Fonte: Itatiaia www.itatiaia.com.br

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