Saúde

Fumo passivo e ativo podem causar complicações e doenças graves em bebês

Na Semana Nacional de Combate ao Fumo, autoridades alertam sobre os riscos do cigarro para a saúde. O Brasil ocupa,  segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes; são mais de 11 milhões de homens e sete milhões de mulheres. As mortes decorrentes de doenças causadas pelo fumo chegam a sete milhões anualmente. Dados do Ministério da Saúde mostram que o percentual de fumantes diários no país caiu de 29% para 12%, entre homens, e de 19% para 8% entre mulheres.

Mesmo com a redução de fumantes no país, médicos pedem atenção no uso do cigarro, principalmente durante a gestação. De acordo com o ginecologista e especialista em reprodução humana Marco Melo, o fumo desencadeia doenças em homens e mulheres, principalmente com complicações graves durante a gravidez.

“Na mulher, leva ao menor funcionamento da placenta e impacta no crescimento do bebê, chamado de crescimento intrauterino retardado. Mas isso mudou, já sabemos que o cigarro contém várias substâncias tóxicas que podem causar má formação dos bebês. Um exemplo é a substância que causa a diminuição do calibre dos vasos sanguíneos. Havendo uma redução desses vasos, existe uma menor irrigação para a área afetada, se isso acontece em um vaso dentro do bebê em formação, algum membro ou órgão pode não se formar”, destaca o especialista.

Um pai fumante também pode causar impactos negativos e graves na saúde do bebê durante o processo de reprodução. “O pai fumante ou não fumante quando inala a fumaça de cigarro, uma das substâncias que entram no organismo é o cadma. O cadma provoca lesões no DNA espermático e esse espermatozoide lesado, quando fertiliza um óvulo, vai gerar uma criança com 50% a mais de chances de desenvolver um câncer hematológico durante a infância”, explica.

É importante lembrar que o cigarro faz muito mais mal para o fumante passivo que o ativo. “No cigarro existe uma barreira entre a fumaça e o fumante, que é o filtro. O filtro retém algumas substâncias e protege o fumante ativo. Já o fumante passivo não tem essa barreira e a inalação de substâncias tóxicas é muito maior”, alerta o médico Marco Melo.

 

Fonte: Itatiaia www.itatiaia.com.br

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