Saúde

Universitários das classes A e B têm 120% mais chances de consumir maconha, aponta estudo da UFMG

O consumo de maconha afeta o desempenho de universitários. É o que aponta um estudo feito na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A pesquisa mostra que o rendimento dos estudantes que  fumam maconha é inferior ao daqueles que não usam a droga. O estudo também mostra que alunos de classes A e B têm 120% mais chances de consumir a droga.

A tese do economista e professor Álvaro Alberto Ferreira Mendes Junior mostra que 66,1% dos não usuários passaram direto em todas as matérias. Este número cai para 50,7% entre aqueles que usam a droga.

Em diferentes ensaios, ele aborda aspectos como a vinculação do consumo de Cannabis sativa com o perfil socioeconômico dos estudantes universitários e com as preferências da população quanto a legalização.

O trabalho mostra que, entre os universitários brasileiros, a maconha pode ser classificada como um bem normal – a demanda é maior quanto mais alta é a renda. “Nossa melhor estimativa indica, por exemplo, que os alunos que pertencem às classes A e B têm 120% mais chances de consumir a Cannabis quando comparados aos das classes C, D e E. Mas, uma vez iniciado o consumo, muitos estudantes de menor poder aquisitivo progridem para o consumo de risco. Dez por cento dos usuários oriundos da classe C apresentam risco alto de dependência para a Cannabis. Entre os classificados na classe A, são apenas 3,1%”, salienta Álvaro Mendes. Ele utilizou parâmetros do Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB).

O professor explica que escolheu o público universitário por constituir o recorte que conta com a melhor base de dados disponível no Brasil. “Deparamos muitas vezes com bases de corte transversal, ou seja, relativas a um período específico, quando o ideal é partirmos de uma base de dados em painel, que possibilita o acompanhamento dos indivíduos ao longo do tempo”, diz Mendes.

Dados mais significativos revelam que apenas 50,7% dos estudantes que fumam maconha passaram direto em todas as disciplinas, enquanto entre os não usuários a proporção foi de 66,1%. E só 49,6% dos usuários com risco alto ou moderado de dependência tiveram esse desempenho; a proporção foi de 66,1% para aqueles com risco baixo ou nulo. Os dados utilizados na tese foram gerados por entrevistas feitas em 2009, com 12.711 estudantes de 100 universidades, públicas e privadas.

 

Fonte: Itatiaia www.itatiaia.com.br

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