Policia

Cantor Eduardo Costa se defende de acusação de estelionato: ‘A pessoa tinha consciência’

O cantor sertanejo Eduardo Costa prestou depoimento nesta quarta-feira, na Delegacia de Fraudes da Polícia Civil, em Belo Horizonte. O artista mineiro, que está sendo investigado por estelionato qualificado pela venda de uma mansão em Capitólio, no Centro-Oeste de Minas, alegou que não agiu de má-fé na negociação do imóvel, que está com processo na Justiça, pois teria sido construída em uma área de preservação ambiental permanente, às margens do Lago de Furnas.

Em uma transação milionária, o cantor vendeu uma casa em Capitólio, no Sul de Minas, para um casal e comprou outra residência em Belo Horizonte. Mas, segundo processo que corre na justiça, o imóvel foi construído em uma área de preservação ambiental permanente, às margens do Lago de Furnas, e de acordo com ação do Ministério Público, teria que ser demolida. Os compradores alegam que não sabiam dos problemas e que foram lesados. Além de acusarem Eduardo Costa de estelionato, querem cancelar o contrato e pedem uma indenização.

“O processo de dano ambiental não são todos (os imóveis que têm). A maioria dos imóveis de marina tem esse processo, isso é normal. Quando eu comprei o meu imóvel, eu já tinha consciência de que tinha esse processo. Quando se negocia algumas casas em marina, Capitólio ou Escarpas do Lago, as pessoas têm consciência desse processo. É um risco que a gente corre. As pessoas que vão lá sabem disso, não é uma coisa escondida, obscura. A pessoa que comprou na minha mão tinha consciência disso. É um processo que não vai acabar nunca, porque existe e vai continuar. Se o imóvel estiver em nome de outra pessoa, ele vai passar para o nome de outra pessoa”, defendeu-se o cantor.

Eduardo Costa afirmou ainda que não se arrepende de ter comprado a casa com os problemas judiciais. “Em hipótese nenhuma. Compraria de novo. Passei momentos agradabilíssimos lá. E quem estiver lá vai passar momentos maravilhosos. Se hoje fosse para eu comprar, claro que com essa crise não dá pra comprar nada, mas se eu tivesse condições de comprar outro imóvel daquele valor compraria de novo”, afirmou.

O delegado Vinícius Dias, responsável pelo caso, declarou que não têm provas para acusar o cantor de estelionato qualificado, mas que as investigações vão continuar.

 

Fonte: Itatiaia www.itatiaia.com.br

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