Saúde

Desnutrição Infantil aumenta entre crianças com até cinco anos de idade em MG; entenda

A desnutrição infantil é uma condição clínica em crianças causada pela carência de nutrientes alimentares necessários para o bom funcionamento do organismo. De acordo com o médico nutrólogo Lucas Penchel, existem três tipos de desnutrição infantil: Marasmo (deficiência de lipídios e carboidratos); Nanismo (falta de nutrientes essenciais que afeta o crescimento da criança); e Kwashiorkor (deficiência de proteínas e vitaminas).

Com a crise econômica, o aumento do desemprego e a queda de renda das famílias, a desnutrição infantil aumentou consideravelmente no Brasil. De acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde, em Minas Gerais há um crescimento do percentual de desnutrição em crianças de zero a cinco anos de idade, no período de 2013 a 2017.

No ano passado, Minas registrou aumento de 5% dos casos em relação à média nacional, que foi de 4,5%. Segundo o professor José Divino Lopes Filho, do Departamento de Nutrição da UFMG, os indicadores são reflexos do momento econômico no país, aliado à deficiência de políticas públicas.

“Os principais responsáveis pelo aumento da desnutrição são os cortes de verbas para programas sociais que contribuem para reduzir a desnutrição infantil para as populações mais pobres e a falta de políticas de segurança alimentar e nutricional para favorecer o consumo de alimentos pela população mais necessitada”, detalha.

Sintomas 

“A referência básica que temos para identificar se a criança está desnutrida é o baixo crescimento. A criança com desnutrição cresce pouco. Outro detalhe que as famílias devem observar, que é muito comum nos casos de desnutrição, é que a criança desnutrida adoece com mais facilidade e frequência, principalmente com doenças infecciosas. Outras características como inchaço no abdômen e nas pernas já atingem as crianças em quadros de desnutrição mais prolongados”, alerta.

Tratamento

“O tratamento deve ser feito por meio do aumento gradual da quantidade de calorias e nutrientes ingeridos. Ao decorrer do tratamento, o número de refeições diminui e a quantidade de comida aumenta. Os alimentos ingeridos e o tratamento adequado devem ser traçados de acordo com o tipo de deficiência nutritiva da criança. É de extrema importância a suplementação e elaboração de um plano alimentar adequado. Alguns alimentos indicados são: ovos, carne, vegetais, como batata, milho, abóbora e cenoura; e frutas frescas. Evite industrializados e prefira alimentos in natura,” detalha o nutrólogo Lucas Penchel.

Prevenção 

– Consumir frutas e verduras frescas, pois com o passar do tempo elas vão perdendo os nutrientes;

– Evitar bater frutas e verduras no liquidificador, pois irão perder vitaminas;

– Conservar alimentos de maneira adequada;

– Evitar cozinhar demais os alimentos, caso contrário, use a água do cozimento para preparar outro prato;

– Dar preferência a alimentos cozidos no vapor;

– Na dieta diária não pode faltar frutas, verduras e legumes. Esses alimentos são essenciais para evitar a desnutrição.

 

Fonte: Itatiaia www.itatiaia.com.br

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