Politica

Em evento do PHS com Anastasia, Kalil faz críticas veladas a Aécio

'Palavras chulas? O conteúdo é imundo', disse o prefeito, se referindo a um pedido de desculpas feito pelo senador tucano sobre uma gravação da JBS

Ao participar de evento do PHS com a presença do pré-candidato ao governo de Minas, Antonio Anastasia (PSDB) na manhã desta sexta-feira (13), o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil fez críticas veladas ao senador Aécio Neves. A legenda lançou o nome do jornalista Carlos Viana para concorrer a uma das duas cadeiras em disputa no Senado e declarou apoio aos tucanos na campanha pelo Palácio da Liberdade, mas deixou claro que se recusa a estar no mesmo palanque de Aécio.
Apesar de se colocar neutro na disputa pelo governo, Kalil elogiou Anastasia, que disse ter se tornado um dos cabeças do Congresso. Sem citar o nome de Aécio e do senador Zezé Perrella, o prefeito indicou que falta representação ao estado no Senado.

“Minas Gerais não pode ter por oito anos um senador. Somos o segundo estado da federação, nós precisamos de três senadores, que não tivemos. Senhor Carlos Viana, o senhor está do lado de um homem de bem, não está casando com a família de ninguém, não”, afirmou, se referindo a Anastasia.
Palavras chulas

Kalil seguiu o discurso dizendo que tudo está muito ruim e as pessoas estão se acostumando com isso. Mais uma vez sem citar Aécio, ele fez referência à delação da JBS, na qual o senador tucano foi flagrado em um áudio pedindo um empréstimo ao empresário Joesley Batista. “Na hora que se pega uma gravação e (a justificativa foi) ‘me desculpe eu falei palavras chulas’. Palavras chulas? O conteúdo e imundo, o conteúdo é chulo, meu amigo, não são as palavras, é o conteúdo da conversa que embrulha o estômago”, afirmou.

Em maio do ano passado, quando a gravação na qual falava do empréstimo foi divulgada, Aécio negou ter cometido crimes e pediu desculpa à população pelo vocabulário que disse não costumar usar. No áudio ele usou palavrões ao se referir a situações e autoridades.

Anastasia, que discursou na sequência, aplaudiu Kalil discretamente e não falou nada sobre os colegas de Senado. O pré-candidato ao governo disse respeitar a decisão do prefeito de neutralidade na campanha e declarou apoio a Carlos Viana como nome para o Senado, embora tenha ressaltado que o cenário ainda está embaralhado para fechar a coligação. “Tenho andado ao lado do Carlos Viana e observado sua desenvoltura. Percebo nele uma grande vocação e receptividade”, disse.

Fora do palanque

Viana, que levou centenas de apoiadores a um salão de um hotel em Belo Horizonte e assumiu compromissos principalmente na área de segurança, declarou apoio a Anastasia independentemente de o PHS fechar coligação. Fez questão de pontuar, no entanto, que não subirá no palanque de Aécio Neves. O pré-candidato ao Senado disse que o senador é um “problema do PSDB”.

“São eles que vão decidir o futuro dele em relação a uma possível candidatura ou não. O que temos muito claro é que o PHS não caminhará no mesmo palanque que Aécio Neves, isso foi deixado claro desde o princípio!, disse.

Viana disse respeitar a posição do PSDB, mas que já disse a Kalil e a Anastasia que não estará junto nem de Aécio nem do PT. O pré-candidato ao Senado afirmou que se quer ser a nova política, como Kalil também se apresentou na campanha vitoriosa de 2016, precisa “escolher muito bem com quem caminhar”.

O auditório lotado teve vários pastores e representantes da segurança pública, como agentes penitenciários e guardas municipais. No discurso, Viana prometeu que se eleito irá batalhar pela criação das polícias penal e municipal. Também prometeu falar a verdade na campanha, pois, segundo ele, o povo cansou de ser enganado.

 

Fonte: Estado de Minas www.em.com.br

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