Policia

Ônibus é incendiado em Venda Nova, e circulação dos coletivos será interrompida na madrugada

Após a onda de ataques a ônibus em Belo Horizonte e em outras cidades de Minas em junho, um novo caso aconteceu na noite desta segunda-feira, quando um coletivo foi incendiado na Região de Venda Nova. O veículo queimado é da linha 635 (Estação Vilarinho/Jardim dos Comerciários C). O crime aconteceu na Rua 7 de Outubro, no Bairro Jardim dos Comerciários.

De acordo com relato dos militares, dois homens, que aparentam ser adolescentes, entraram armados no ônibus, obrigaram o motorista a parar o veículo e deram um bilhete para ele. Logo em seguida, atearam fogo no coletivo.

No bilhete está escrito que o ataque ao ônibus teria sido motivado por supostos maus-tratos no presídio Bicas II, em São Joaquim de Bicas, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ainda de acordo com o recado, se os maus-tratos não pararem, mais coletivos serão incendiados nas ruas da capital.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu combater a chamas, que atingiram a rede elétrica. Por conta disso, funcionários da Cemig também estiveram no local.

Militares do 49º Batalhão estão à procura dos autores. Segundo a polícia, até o momento, ninguém foi preso.

Circulação dos ônibus será interrompido nesta madrugada

Em contato com a Itatiaia, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setra-BH) informou que, devido ao ônibus queimado na noite desta segunda-feira, a circulação dos coletivos será suspenso durante a madrugada desta terça nas estações Venda Nova e Vilarinho. As linhas troncais (realizam viagens que interligam as estações com o centro, com outras estações e outros polos, além de circularem nos principiais corredores de transporte) vão parar às 23h e as alimentadoras (fazem a ligação bairro-estações-bairro e integração com o metrô) deixarão de rodar às 0h. Ainda segundo o Setra-BH, o serviço voltará a atender a população às 5h.

Em junho, pelo menos dez ônibus foram incendiados na Região Metropolitana. Em Minas, o número passou de 100. Na época, devido à onda de ataques, o Setra-BH chegou a interromper o transporte coletivo nas regiões que registravam novas ocorrências.

*Com informações de Renato Rios Neto

 

Fonte: Itatiaia www.itatiaia.com.br

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