Economia

Servidores da segurança pública invadem o Palácio da Liberdade em protesto contra atraso dos salários

Servidores da segurança pública de Minas Gerais estão promovendo, nesta quarta-feira, 6 de maio, um protesto em Belo Horizonte. O grupo de aproximadamente 2.000 pessoas invadiu o Palácio da Liberdade, na Região Centro-Sul da capital mineira. Eles pedem uma série de melhorias do Governo de Minas.

Os manifestantes se concentraram no Praça da Liberdade onde começaram o protesto. Por volta das 15h10, foram para a porta do Palácio onde começaram a gritar palavras de ordem. Em um determinado momento, o clima esquentou. O grupo começou a pedir a abertura do portão de entrada do local e chegou a forçar a barreira. Pouco tempo depois, as grades foram abertas.

O grupo pede, entre outros motivos, a reposição das perdas salariais inflacionárias dos últimos quatro anos, o fim do parcelamento dos salários, e exigem o pagamento do salário no 5º dia útil. Os manifestantes acusam desvios no Instituto de Previdência dos Servidores Militares de Minas Gerais e no Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG).

O protesto reuniu diferentes corporações, como policiais militares da reserva, bombeiros militares, policiais civis e agentes penitenciários. “O que me trouxe aqui hoje é essa mobilização do pessoal, que é muito importante. Acho que nós policiais militares, mesmo da reserva, temos que gritar pelo pessoal que está na ativa, já que eles estão praticamente presos por uma série de cláusulas no regulamento”, afirmou o capitão Rogério, militar da reserva, de 51 anos. “A principal pauta é a volta do pagamento dos policiais militares no quinto dia útil. O repasse que o Estado tem fazer para a nossa previdência não está acontecendo. Isso é muito grave”, completou.

O bombeiro militar Adalberto de Assis, de 54, também mostrou insatisfação. “A indignação com a atual conjuntura nossa. O governo está tirando todos os nossos direitos. Estamos reivindicando também a reposição dos nossos salários no quinto dia útil”,disse. A reportagem entrou em contato com o Governo de Minas, mas ainda não houve nenhum posicionamento sobre a manifestação.

 

Fonte: www.jornalacontece.net

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