Economia

Consumidores encontram prateleiras vazias em supermercado

Verduras e frutas também estavam com baixa qualidade

Consumidores que procuraram um hipermercado na manhã deste sábado, no bairro Cidade Industrial, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, não encontraram tomate, peixe e outros produtos congelados. Quando encontravam produtos perecíveis, como a couve, por exemplo, reclamavam da qualidade.

A dona de casa Zilda Pedroso Franco, de 61 anos, reclamou do preço da cebola de cabeça, que custava R$2,39, antes da paralisação dos caminhoneiros, e agora está sendo vendida a R$ 3,98.

O aposentado José Antônio Alves, de 64 anos, voltou para casa sem levar o peixe que tanto pretendia comer no almoço. As prateleiras de carne também estavam vazias, com placas de manutenção.

Conversando com alguns funcionários, um deles contou que a última carga de frutas que receberam foi na terça-feira.

O clientes encontram alface, salsa e brócolis, que são cultivados em Ibirité, na região metropolitana, e a produção consegue chegar a Contagem. O brócolis ninja é vendido a R$ 40,48, a unidade.

Segundo uma funcionária, o tomate, que deveria ter sido vendido na promoção de por R$ 1,98 o quilo, conforme foi anunciado em panfletos, não chega de São Paulo desde quarta-feira.

O professor José Antônio Gonçalves, de 69 anos, disse não ter encontrado algumas verduras e reclamou dos preços. Ele também não encontrou os pães que costumam comprar. Segundo um funcionário da padaria, os pães chegam congelados do Rio Grande do Sul e alguns já estão faltando no estoque.

Um militar do serviço de inteligência da PM, que pediu para não ser identificado, também disse ter sentido falta de verduras e hortaliças. Ele não encontrou batata e alguns produtos congelados. A gerência do hipermercado não quis falar com a reportagem.

 

Fonte: O Tempo

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