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Estabilidade do Paraguai atrai leva de brasileiros

Eleição presidencial deste domingo (22) é acompanhada com atenção especial

Assunção, Paraguai. Horacio Cartes, direitista prestes a deixar a Presidência do Paraguai, entrega como maior conquista de sua gestão uma economia em plena expansão. Seu balanço social e político, contudo, é alvo de críticas, até em seu próprio partido.

Cartes deve entregar a Presidência em agosto para quem vencer as eleições deste domingo (22), disputadas por Mario Abdo Benítez, candidato de direita do partido governista Colorado, e pelo liberal Efraín Alegre, apoiado por uma coalizão de centro-esquerda.

E muitos brasileiros estão conectados na eleição deste domingo, pois nesses dez anos de estabilidade econômica no Paraguai, eles protagonizaram uma ida quase em massa ao país vizinho.

Atraídos pelas leis trabalhistas mais leves e os impostos baixos ou isenções do país vizinho, os investidores brasileiros dessa nova onda dedicam-se à indústria, sucedendo os comerciantes na fronteira nos anos 1990 e os agricultores na ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989). Eles têm de lidar, no entanto, com as limitações do segundo país mais pobre da América do Sul, como a baixa qualificação de seus profissionais. Os investidores que mudaram suas operações vêm atraídos principalmente por duas medidas aprovadas no fim da ditadura. A primeira é a lei 60/90, da isenção de impostos para a compra de maquinário e matéria-prima no exterior.

A outra é o regime de “Maquila”, que assegura certificação de fabricação paraguaia a produtos com ao menos 40% da composição de matérias-primas feitas em qualquer país do Mercosul – maior parcela do bloco.

Segundo o Ministério de Indústria e Comércio paraguaio, dois terços dos US$ 166,4 milhões (R$ 568 milhões) de investimentos que entraram sob o regime de “Maquila” em 2017 vieram de empresas brasileiras.

A Câmara de Comércio Paraguai-Brasil estima que 12,5 mil paraguaios estejam empregados em firmas desse tipo. O presidente da Câmara, Ruben Jakcs, considera o sistema uma oportunidade para brasileiros diversificarem mercados. “O Brasil tem muitos custos trabalhistas, muita burocracia. Por isso que o Paraguai pode ser um bom sócio para a internacionalização e plataforma para exportações”.

Direitista ‘Marito’ é favorito, segundo pesquisas

Assunção, Paraguai. Cerca de 4,2 milhões de paraguaios vão às urnas neste domingo para escolher o próximo presidente e o novo Congresso em um cenário político impensável um ano atrás. Principais candidatos, Mario Abdo Benítez, 46, do Partido Colorado (direita), e Efraín Alegre, 55, do Partido Liberal (centro), eram contra a reeleição, e eram contrários ao presidente Horacio Cartes e do ex-presidente Fernando Lugo, hoje seus aliados, respectivamente.

As últimas pesquisas de opinião indicam que Marito vencerá com ampla margem. Nos levantamentos do instituto Grau & Associados e do jornal Última Hora, o candidato aparece com 55,7% dos votos, contra 31,4% do liberal. Já a First Análisis, em estudo do mês passado para o jornal ABC Color, havia apontado vitória do colorado com 53,2% dos votos e 22,2% da aliança liberal. A eleição não tem segundo turno, sendo eleito quem tiver o maior número de votos.

Fonte: O Tempo

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