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Tarifa do metrô de BH vai para R$ 3,40 a partir desta sexta-feira

Aumento de 88% foi anunciado na manhã desta segunda-feira pela CBTU, órgão responsável pela gestão do metrô em BH e outras quatro capitais

Passageiros que dependem do metrô em Belo Horizonte terão um impacto significativo no bolso a partir de sexta-feira, 11 de maio. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou, na manhã desta segunda-feira, que a tarifa terá um aumento de 88%, saltando dos atuais R$ 1,80 para R$ 3,40.

Em nota, a CBTU informou que o reajuste será praticado também em outras capitais, como Recife, João Pessoa, Natal e Maceió. A companhia justificou o aumento dizendo que “a recomposição parcial das perdas inflacionárias busca o fortalecimento do transporte de passageiros sobre trilhos, sendo medida fundamental para continuidade da operação e manutenção do serviço prestado. Rigorosamente em todo o país, tarifas de transportes públicos sofrem reajustes baseados, normalmente, em índices inflacionários. Em João Pessoa, Maceió e Natal as tarifas estão congeladas há 15 anos; em Belo Horizonte há 12 anos e em Recife há seis. Com isso, a receita obtida pelo serviço de transporte metroferroviário não evoluiu de forma compatível com o aumento de seus custos, sendo necessária aplicação do presente reequilíbrio financeiro”, informou a empresa via assessoria de imprensa.

A nota ainda diz que “seguindo orientação do Ministério do Planejamento, o Conselho de Administração da Companhia (CONAD) aprovou a recuperação parcial das perdas inflacionárias. Ficando a nova tarifa em Belo Horizonte em R$ 3,40, em Recife R$ 3,00 e em João Pessoa, Natal e Maceió R$1,00”.

SINDICATO VAI REAGIR O presidente do Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais, Romeu José Machado Neto, disse que o órgão vai procurar o Ministério Público Federal para denunciar o aumento considerado abusivo pelo dirigente sindical. “Esse aumento é, no mínimo, lamentável. Não tem cenário para reajuste e muito menos dessa magnitude”, afirma Romeu. Além disso, o sindicalista diz que a entidade vai promover ações com a população para mobilizar os passageiros a reagirem contra o aumento.

Ainda segundo Romeu Neto, um reajuste se justificaria caso houvesse expansão do sistema acompanhada de investimentos no metrô, mas o atual cenário de BH é justamente o contrário, porque além de não haver nenhuma construção de mais linhas também não há nenhum investimento em melhorias. “Fica a impressão de que quem está pagando a conta é o passageiro”, acrescenta.

RISCO DE PARALISAÇÃO O aumento da tarifa chega em um momento em que o Sindicato dos Metroviários já denunciava a possibilidade de interrupção parcial e até paralisação total do serviço a partir de junho por conta da falta de verbas do metrô. Na semana passada, o Ministério das Cidades, pasta onde a CBTU está alocada, informou que o orçamento aprovado para 2018 pelo Congresso Nacional para as ações de custeio que englobam a operação de todos os sistemas operados pela CBTU foi de R$ 139,7 milhões.

“Tal limitação se dá em função da necessidade de se adequar as despesas do governo à meta de resultado primário e ao limite de gasto advindo do Novo Regime Fiscal (Emenda Constitucional 95/2016). Face à necessidade de assegurar a prestação do serviço com segurança e confiabilidade ao usuário, estão sendo realizadas tratativas com o Ministério do Planejamento para ampliar o orçamento da ação para cerca de R$ 200 milhões, patamar próximo ao executado em 2017”, informou, na semana passada, o Ministério das Cidades em nota.

Fonte: Jornal Estado de Minas

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